quarta-feira, 9 de novembro de 2011 0 comentários By: Fredolento

DENGUE: ENTENDA E PREVINA-SE


 A dengue é uma doença causada por um vírus e transmitida pela picada de um mosquito, o Aedes aegypti. Tem como etiologia (causa) qualquer uma das quatro variedades (sorotipos), do vírus da dengue. Os sorotipos (variedades) são identificadas pelas siglas DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Trata-se de um arbovírus (vírus da família do vírus da febre amarela) que só pode ser transmitido ao homem por um vetor (transmissor) um artrópodo hematófago (animal que tem os membros articulados e alimenta-se com sangue - o mosquito Aedes aegypti). Não há transmissão homem-homem, sem a ação do vetor.
 Cada um dos virus pode causar enfermidade grave e mortal. Cada sorotipo proporciona imunidade (defesa organizada) específica para toda a vida. A imunidade cruzada (de um para o outro sorotipo) é de curta duração (meses), como são quatro variedades, uma pessoa pode ter dengue quatro vezes. Dentro de um mesmo sorotipo parece existir capacidade variável de disseminar uma epidemia com diferentes níveis de gravidade.
 Há dois tipos de dengue: a clássica e a hemorrágica. Geralmente, quando contaminada pela primeira vez, a pessoa contrai a dengue clássica. Em uma segunda contaminação, existe um risco muito maior de se contrair a dengue hemorrágica, que é muito mais grave e pode levar à morte.
 Existem quatro síndromes clínicas da dengue:

    1.Febre indiferenciada; 2. Febre de dengue (Dengue Clássica); 3. Dengue hemorrágica, o DH; 4. Síndrome do choque da dengue.

 A síndrome de choque é na realidade a forma mais grave de Dengue Hemorrágica (DH)




CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DA FEBRE DA DENGUE.


 A febre da dengue é uma enfermidade viral aguda que pode ser diferenciada por:
Febre, de início súbito;
2. Dor atrás do olho (retro-ocular) e forte dor de cabeça (cefaléia) às vezes muito intensa.
3. Dores nos músculos (mialgias) e nas juntas (artralgias) que podem ser relatadas como muito intensas.
4. Vômitos de difícil controle e/ou náuseas ;
5. Erupção cutânea (exantema) que pode surgir em diferentes momentos da doença, tem aspecto variável, desde predominância de petéquias (pontos de sangue) até somente eritematosa (avermelhada). Em pessoas de pele mais clara se notam mais as petéquias e o eritema, nas de pele mais escura chama atenção o aspecto maculopapular (manchas com alguma elevação) . 

MANIFESTAÇÕES HEMORRÁGICAS DA DENGUE.


 Até 33% dos infectados podem desenvolver manifestações hemorrágicas. Estas hemorragias como regra são de mínima gravidade. São mais características as seguintes: Hemorragias cutáneas: petequia,púrpura,equimose,
Gengivorragia,(sangramento gengival).
Sangramento nasal (epistaxe)
Sangramento gastrointestinal: hematemesis (vômito com sangue; melena (evacuação de sangue digerido, fezes pretas) e hematoquezia ( sangue misturado com fezes)
Hematúria (sangue na urina)
Aumento do fluxo menstrual.

 Estas hemorragias variam largamente desde leves até intensas e graves podendo desencadear choque por perda de sangue.

ONDE PODE SER FEITO O TRATAMENTO (LOCAL)


 Nem todos os pacientes com diagnóstico de dengue necessita tratamento hospitalar

1.- Tratamento no domicílio.
Sem manifestações hemorrágicas.
Normotensos (pressão normal).
Sem necessidade de hidratação endovenosa (pela veia)

2. - Tratamento com recursos intermediários
Manifestações hemorrágicas discretas
Pressão arterial moderadamente baixa
Necessitando hidratação pela veia

3 .- Tratamento Hospitalar com de UTI 
Hidratação só controlável com hidratação venosa
Sinais de alerta para choque iminente e síndrome de choque por dengue 



PREVENÇÃO


 Não existe vacina ou medicamento que proteja individualmente contra a dengue. A prevenção é não permitir a reprodução do Aedes (que em grego significa “indesejado”), não permitido o nascimento de novos mosquitos.
 A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. É necessário acabar com os criadouros (lugares de nascimento e desenvolvimento dele). Não deixe a água, mesmo limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente como:
Garrafas
Pneus
Pratos de vasos de plantas e xaxim
Bacias
Copinhos descartáveis

Tapar: Caixas d'água
Poços
Cisternas
Outros depósitos de água.







Outras recomendações: 

 Lave bem os pratos de plantas e xaxins, passando um pano ou uma bucha para eliminar completamente os ovos dos mosquitos.



FONTES: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?101 , ÁS 11:0 HRS DE 06-11-2011

Livro Dengue Manual De Enfermagem Ministerio Da Saude

O Combate não pode parar: junte sua família e seus vizinhos na
luta contra a dengue. Disponível em: <www.combatadengue.com.br>.
Acesso em: 2 nov. 2009.
terça-feira, 28 de junho de 2011 0 comentários By: Fredolento

De olho na saúde



Se for necessário, outro microssistema, também instalado na lente, injeta nos olhos a quantidade de insulina recomendada para que a situação fique controlada.

Pesquisador da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, o médico brasileiro Márcio Abreu desenvolveu lentes equipadas com microssensores capazes de fornecer informações como pressão ocular e nível de glicose no sangue, alertando assim para alterações perigosas. No caso dos diabéticos, as GlucoLens medem a quantidade de açúcar presente nos vasos sangüíneos da pálpebra. Por meio de uma reação eletroquímica, o açúcar produz uma quantidade ínfima de carga elétrica que pode ser registrada por sensores da própria lente. Um pequeno aparelho, atado ao pulso do paciente, recebe essas informações enviadas pelas lentes via sinais de rádio. Dessa forma, o diabético pode ser monitorado 24 horas por dia. Se for necessário, outro microssistema, também instalado na lente, injeta nos olhos a quantidade de insulina recomendada para que a situação fique controlada. As GlucoLens já foram licenciadas para uma multinacional e em breve devem estar nas prateleiras de todo o mundo.

Como os sentimentos provocam (ou aliviam) a dor física



Ana Carolina Prado 27 de junho de 2011
É normal ouvir (e dizer) que pé na bunda dói. Normalmente, encaramos essa dor no sentido figurado. Mas estudos recentes têm mostrado que a conexão entre a dor física e emocional é maior do que os cientistas imaginavam.
Uma pesquisa da Universidade de Michigan encontrou evidências de que o sofrimento emocional, se for intenso o bastante, pode ativar as mesmas áreas do cérebro relacionadas à dor física. Os pesquisadores descobriram que pensar em uma pessoa que terminou um namoro com você recentemente pode provocar um tipo de dor muito semelhante (pelo menos em relação à atividade cerebral) à que você sente quando derrubam café quente em seu braço.
Para o estudo, foram recrutados 40 voluntários que haviam passado por um fim inesperado (e não desejado) de um relacionamento amoroso nos últimos seis meses e que disseram se sentir rejeitados por causa disso. A atividade cerebral dos participantes foi monitorada enquanto eles realizavam algumas tarefas.
Em uma delas, tiveram de olhar para fotos de seus ex-namorados e meditar sobre uma experiência de rejeição específica envolvendo essa pessoa. (Experiência meio sádica, né?). Depois foi monitorada a sua reação à dor física: eles sofreram uma estimulação térmica intensa no braço. As respostas cerebrais foram bem semelhantes.
Foi a primeira vez que essa relação ficou clara. Outros pesquisadores já haviam tentado provar que um coração partido dói, mas ainda não haviam conseguido. Essa equipe descobriu que, quando a dor emocional é forte o bastante, isso pode acontecer, sim. Para o coordenador da pesquisa Ethan Kross e seus colegas, a rejeição simulada em experimentos anteriores não tinha sido forte o suficiente para provocar uma dor emocional verdadeira nos voluntários – por isso é que os estudos tiveram resultados diferentes. O que eles ainda não sabem é se a dor física provocada pela rejeição atinge uma parte específica do corpo ou é difusa.
Amor também pode ajudar a suportar a dor
E o contrário, funciona? Pensar na pessoa que você ama – e que ainda não lhe deu um pé no traseiro – pode reduzir a dor física? Um estudo de 2009 da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) mostrou que sim. Foram feitos testes em que 25 mulheres com um namoro estável e feliz há mais de seis meses receberam estímulos de calor moderadamente dolorosos em seus antebraços enquanto passavam por uma série de condições diferentes. Em uma das situações, cada mulher segurou a mão de seu namorado, a mão de um estranho do sexo masculino e uma bolinha para apertar. Os pesquisadores descobriram que, quando as mulheres seguravam a mão de seus namorados, sentiam menos dor física do que as outras voluntárias.
Repetiram a experiência com fotos: as voluntárias recebiam os estímulos no braço enquanto olhavam fotografias de seu namorado, de um estranho e de uma cadeira. O resultado mostrou que a mera lembrança do parceiro trazida pela fotografia foi capaz de reduzir a dor.