sexta-feira, 3 de junho de 2011 0 comentários By: Fredolento

O que é antimatéria?


É o inverso do que é a matéria. Ela é composta de antipartículas, que possuem a mesma característica das partículas (massa e rotação), mas com carga elétrica contrária. É o caso do pósitron, também conhecido como antielétron, que tem carga positiva. Ou do antipróton, que, diferente do próton, é negativo. O conceito de antimatéria foi proposto pelo físico inglês Paulo Dirac em 1928. Ele revisou a equação de Einstein, considerando que a massa também poderia ser negativa. Sendo assim, a fórmula ficaria: E=+ou-mc2. Com base na teoria, a comunidade científica passou a estudar o tema mais a fundo e descobriu uma potente fonte de energia, com 100% de aproveitamento. Hoje, o grande desafio é conseguir produzi-la em grande quantidade - já que ela não é encontrada na Terra.


por Thais Sant’Ana

Antirrecorde
Recentemente, cientistas americanos divulgaram a maior e mais complexa antimatéria já criada. São 18 núcleos de anti-hélio - cada um com dois antiprótons e dois antinêutrons
O inverso do universo
Saiba como a antimatéria é criada e quais são as suas potencialidades
Opostos se destroem
Matéria e antimatéria não coexistem. Quando se encontram, geram uma explosão que transforma massa em energia. A ciência acredita que ambas existiam em quantidades iguais quando ocorreu o Big Bang, mas se destruíram. Por alguma razão, sobrou mais matéria - que se moldou e formou planetas, galáxias e estrelas
Ultrapower
A explosão causada pelo encontro da matéria e da antimatéria gera energia em forma de raio gama - que possui 10 mil vezes mais energia que o raio solar e o raio X. Só para ter uma ideia, 1 g de antimatéria seria capaz de abastecer a cidade de São Paulo durante 24 horas ou mover um carro por 10 mil km
Batendo de frente
Cientistas já criaram antimatéria no acelerador de partículas LHC (sigla em inglês para Grande Colisor de Hádrons). Num túnel circular de 27 km de comprimento, entre França e Suíça, átomos são manipulados para atingir a velocidade da luz. Ao se chocar, eles se dividem em partículas e antipartículas. Nesse processo, foi produzido um trilionésimo de grama de antimatéria - que daria para acender uma lâmpada por três segundos
Utilização
A antimatéria já é utilizada em exames médicos. Um exemplo é o PET Scan - Pósitron Emission Tomography -, que utiliza antielétrons para detectar tumores cancerígenos. No futuro, acredita-se que será possível desenvolver motores movidos por antimatéria - uma promissora fonte de energia ilimitada
• A antimatéria criada no LHC durou cerca de 16 centésimos de segundo antes de se aniquilar com a matéria
CONSULTORIA Adilson José da Silva, chefe do departamento de Física Matemática do Instituto de Física da USP
quinta-feira, 12 de maio de 2011 1 comentários By: Fredolento

O poder da mente vazia

Novos estudos comprovam o poder

terapêutico da meditação. Resultado: essa técnica 

oriental de 2500 anos começa a ser 

utilizada pela medicina ocidental 

em uma série de tratamentos


Por Jomar Morais
Cena 1: O salão do Sports Club Los Angeles é amplo, despojado e, sobretudo, silencioso. Muito silencioso. Um ouvido apurado talvez percebesse ali o sopro suave de pulmões inspirando oxigênio, expirando gás carbônico. Nada mais que isso. Também não há mobília, apenas pequenos tatames com almofadas no centro, enfileirados como poltronas em um auditório. O ambiente é peculiar. E não apenas pelo fato de ficar em Los Angeles, uma das cidades mais barulhentas e poluídas dos Estados Unidos. Dentro do salão há dezenas de pessoas sentadas, imóveis sobre os tatames, pernas cruzadas e olhos semicerrados. Desafiam o corpo e a mente numa atitude de profunda contemplação interior. Acredite: cada uma delas pagou 1 295 dólares para ter acesso ao local e, a cada mês, desembolsa outros 130 dólares para fazer absolutamente nada por algum tempo.
É verdade que não se trata de um grupo qualquer. Entre outras figuras consagradas pela mídia, ali estão Earvin Johnson Jr, o Magic Johnson, um dos maiores jogadores da história do basquete americano; a atriz Sarah Gellar, do seriado de TV Buffy Caça-Vampiros e do filme Pânico II; executivos, profissionais liberais... Ainda assim, a imagem de alguém pagando tão caro para não receber nada palpável nem fazer coisa alguma é algo que impressiona numa sociedade marcada pelo materialismo e pela agitação. (Ou melhor, impressionava, como você verá adiante.)
Cena 2: No 9º andar do Hospital do Servidor Municipal de São Paulo, no bairro do Paraíso, a sala repleta de tatames almofadados lembra, em quase tudo, o cenário de Los Angeles. O silêncio, o ambiente sereno, enfeitado discretamente com algumas guirlandas. A mesma assembléia de pessoas mergulhadas em seu oceano interior. A diferença é que nenhuma delas pertence ao olimpo cultural ou econômico do mundo, nem desembolsou um real sequer para participar da reunião.
Não importa. Ainda que diferentes em termos de fama e dinheiro, o grupo californiano e o do hospital público paulistano são exemplares de um novo tipo de busca e terapia que cresce no seio das sociedades ocidentais: a busca da cura de doenças ou simplesmente da paz interior por meio da meditação.
Esqueça as aparências. "Ao contrário do que se possa imaginar, meditar não é cair na ociosidade mas ativar a mente", afirma Dean Ornish, professor de Medicina na Universidade da Califórnia, em San Francisco. E o resultado disso, segundo Dean, é positivo para a saúde e o equilíbrio emocional. Em termos práticos, meditar é concentrar a atenção em uma única coisa. Pode ser o ritmo da respiração, um mantra – palavras ou sons sem significado utilizados na meditação budista –, ou mesmo o vazio universal. Parece simples – e é. Apesar disso, poucos desafios são tão difíceis para a mente turbulenta de um ocidental quanto aprender a meditar. "Não temos consciência de grande parte do estresse que existe em nós e, assim, vivemos de uma forma mecânica, no piloto automático", diz Jon Kabat Zinn, diretor da Clínica de Redução do Estresse do Centro Médico da Universidade de Massachusetts. "A mente agitada está sempre fixada no passado ou no futuro, ao passo que meditar é concentrar-se no presente."
Quem chegou lá garante: os benefícios da meditação começam pelo repouso corporal, que, durante o período de concentração, é superior ao do sono. "Um homem dormindo consome seis vezes mais oxigênio do que meditando", diz o pediatra e acupunturista Norvan Martino Leite, idealizador da Sala de Meditação do Hospital do Servidor paulistano. "Os batimentos cardíacos diminuem e aumentam no cérebro as ondas alfa e teta, associadas ao relaxamento." A velha prática oriental de aquietar a mente está se expandindo no Ocidente de um modo inédito, apoiada em pesquisas científicas que buscam comprovar seus efeitos benéficos.
A última descoberta, realizada por pesquisadores da Universidade da Califórnia, indica que a meditação contribui até para evitar o acúmulo de gordura nas artérias – um dado que, segundo os estudiosos, fecha o circuito de achados recentes sobre a função preventiva da meditação nas doenças coronárias. Um deles, apresentado no ano passado por cientistas da Universidade Harvard, inclui imagens do cérebro obtidas enquanto praticantes regulares de meditação há mais de cinco anos meditavam no interior de câmaras de ressonância magnética. As chapas atestam que as regiões do cérebro ligadas às emoções e à função cardiorrespiratória mantiveram-se em hiperatividade durante todo o tempo da meditação, detalhe que para Sara Lazar, coordenadora do estudo, tem importância fundamental. "Elas comprovam o que os meditadores dizem sentir e mostram que a meditação promove alterações quantificáveis no organismo", diz a pesquisadora.
Estudos realizados em outras universidades americanas, entre as quais Stanford e Columbia, já haviam evidenciado anteriormente que meditar ajuda a baixar a pressão arterial e reduz a produção de adrenalina e cortisol, dois hormônios que atuam nas situações de estresse. Além disso, a meditação estimularia a produção de endorfinas, espécie de tranqüilizante e analgésico natural fabricado pelo cérebro. (As endorfinas são responsáveis pela sensação de leveza experimentada em momentos de contentamento.)
A suposta capacidade de prevenir doenças coronárias com tão pouco esforço – outra forma de levar o corpo a reagir dessa forma é suar na academia de ginástica ou praticando esportes –, despertou o interesse até do governo dos Estados Unidos, através do Instituto Nacional de Saúde. O órgão patrocina, desde o ano passado, uma pesquisa de 17 milhões de dólares sobre o emprego de meditação transcendental no tratamento e na prevenção da hipertensão entre negros americanos. Se os resultados forem positivos, a meditação poderá integrar as futuras políticas de saúde americanas.
O ritual da meditação começou há 2 500 anos na Índia e foi, depois, difundido na Ásia pelos monges budistas. Despido de seu caráter religioso, transformou-se numa das técnicas novas mais populares no círculo médico americano. Na verdade, desde que os Beatles flertaram com o guru Maharishi Mahesh Yogi, na Índia, há pouco mais de 30 anos, o número de meditadores nos Estados Unidos jamais parou de crescer. Estima-se que eles sejam 10 milhões atualmente, a maioria gente que aprendeu a meditar em hospitais e clínicas como complemento a tratamentos médicos tradicionais. (Magic Johnson, você lembra, carrega no corpo o vírus HIV.)
É desse grupo também que emergem números sugestivos sobre os efeitos benéficos da meditação. Veja: entre mais de 11 000 pacientes atendidos no Centro de Redução do Estresse, da Universidade de Massachusetts, os sintomas físicos – geralmente dores, pressão alta e problemas digestivos – teriam diminuído, em média, 40% após eles meditarem duas vezes por dia durante dois meses.
No Brasil, onde seminários de um dia sobre meditação chegam a custar 300 reais, é também através dos hospitais que a prática começa a se disseminar entre a população. O primeiro passo foi dado pelo Hospital do Servidor Municipal de São Paulo, há 15 meses. Ali, duas monjas budistas treinaram uma equipe de 24 médicos nas técnicas de meditação Ch’an Tao, uma das dezenas de variações da prática, bastante simples, que consiste em o praticante concentrar-se na própria respiração. Agora, os médicos estão ensinando os pacientes. Outra experiência, fora do Centro-Sul, é comandada por um doutor em Física Teórica pela Universidade de Waterloo, no Canadá – o indiano Harbans Lal Arora –, no Hospital Geral e no Hospital Cesar Cals, em Fortaleza. Segundo o físico, pacientes que praticaram meditação antes de se submeter a cirurgias perderam 40% menos sangue durante a operação e voltaram para casa na metade do tempo previsto. Vinte doentes de Aids, também segundo Arora, apresentaram redução no número de vírus HIV no sangue.
Obviamente, há quem veja com reserva esse súbito interesse da medicina pela meditação. Richard Sloan, psicólogo e diretor de Medicina Comportamental do Centro Médico Presbiteriano de Columbia, nos Estados Unidos, por exemplo, desconfia de que se está diante de um "fenômeno de marketing", com objetivo meramente financeiro e pouco resultado terapêutico. "Não há dúvida de que relaxar tem impacto positivo sobre o sistema nervoso, mas é discutível se isso é um efeito duradouro para a saúde ou apenas efêmero", afirma. De qualquer modo, a adoção de meditação como complemento em tratamentos que exigem a redução do estresse não enfrenta maiores obstáculos na área médica e, por enquanto, tem o aval dos pacientes. "Há dois anos, eu mal conseguia falar devido a um efisema no pulmão e à arritmia cardíaca", diz a empresária paulista Edda Dorothy Bragazza, atendida na clínica particular de Norvan, o pediatra e acupunturista do Hospital do Servidor. "Com a meditação recuperei a voz e me livrei da arritmia."
Em princípio, meditar não tem contra-indicação, segundo praticantes e estudiosos. "Graças ao seu efeito relaxante, até pacientes psicóticos podem fazê-lo, desde que sob assistência profissional", afirma o psicólogo Marlos Alves Bezerra, que acompanhou experiências com portadores de psicose maníaco-depressiva no Nordeste. O relaxamento, no entanto, é uma das etapas primárias da meditação, um estágio no qual a maioria dos praticantes costuma estacionar.
Como processo de autoconhecimento, a meditação profunda nem sempre produz uma agradável sensação de leveza a cada exercício. O objetivo da prática é limpar as memórias para que se chegue "à mente vazia, à mente aberta para a vida", ensina Norvan. E isso pode acarretar, eventualmente, desgaste e mal-estar ao contato com as emoções mais profundas. Após essa "higienização mental", no entanto, o resultado quase sempre é o amadurecimento interior e uma vida mais prazeroza, segundo Roger Woolger, doutor em Psicologia pela Universidade de Londres.
Foi o que descobriu o jornalista Caco de Paula, da revista Veja São Paulo, publicada pela Editora Abril. Caco atribui a seus cinco anos de prática meditativa a estabilidade emocional que lhe proporcionou mais paz e uma nova maneira de ver a vida (veja quadro na página 74). Nesse sentido, a meditação seria mais do que uma terapia, como lembra Sharon Salzberg, da Insight Meditation Society, em Barre, Massachusetts. "É um estilo de vida baseado na disciplina da mente."

jmorais@abril.com.br
Há metafísica bastante em não pensar em nada, nos ensina Fernando Pessoa. Depois de meditar, ninguém é mais a pessoa que era antes. Eu não sou. E só tenho a agradecer por isso. Observar a respiração, entoar mantras ou simplesmente ouvir o próprio silêncio são ótimos meios de trazer a mente para casa e agir com maior atenção e serenidade. Submetidos a uma visão mais clara, alguns problemões são reduzidos à sua real insignificância. Dissolvem-se como sal na água. Eis porque cada vez mais pessoas descobrem os benefícios das práticas meditativas. Os níveis de consciência e percepção que se pode atingir são muito variáveis. Sou apenas um principiante, mas o pouco que experimentei já foi suficiente para mudar a minha vida. Comecei há alguns anos com ch’an tao, ou zazen, a meditação sentada. Depois, tive a alegria de conhecer um pouco de budismo tibetano, com sua riqueza de símbolos, mantras, movimentos de mãos, visualização de imagens e cores. Os vazios do zen, os signos múltiplos do tantra, as surpresas da meditação ativa e tantas outras técnicas levam a um só caminho: o auto-reconhecimento que nos permite desenvolver um bom coração e buscar uma vida com maior consciência e compaixão. Em muitas delas pode-se dispensar totalmente os rituais. A meditação é algo muito mais simples do que parece. Sob certo aspecto, é reconhecer as próprias emoções e transformá-las. Sob outros, é apenas ser inteiro em tudo o que se faz. A meditação não funciona quando se fala dela. Funciona quando praticada. A prática é tudo. O meditador só se aprofunda se quiser se transformar, localizar sua luz interna (todos nós já viemos com uma, de fábrica – com manual de instruções incluso). Observar-se nem sempre é fácil, mas os benefícios são extraordinários. Há muitos obscurecimentos que tornam as pessoas impacientes, raivosas, incapazes de perdoar a si mesmas e aos outros. A meditação nos deixa menos vulneráveis a esses comportamentos venenosos que, desatentos, repetimos mecanicamente. Perceber isso é um bom ponto de partida para buscar uma mente mais clara.
Não é preciso atingir o nirvana, a plenitude que os monges buscam em estados alterados da consciência, para tirar proveito da meditação. Não é indispensável sequer sentar no chão com as pernas cruzadas, a conhecida postura de flor-de-lótus a que se habituaram os orientais. Você pode meditar em casa, sem sair da poltrona.
Algumas dicas para melhorar sua performance meditativa:

• Respire fundo. Isso oxigena o cérebro e deixa a mente mais ágil. Se você estiver muito agitado, expire mais longamente para estabilizar a mente.


• Posicione o queixo paralelo ao chão e a coluna ereta com leve projeção das cervicais para trás, como se fosse corrigir sua curvatura.

• Mantenha a língua debaixo dos dentes da arcada superior e o maxilar relaxado. Para evitar que a boca fique aberta, esboce leve sorriso (lembra aquele sorriso dos budas? Trata-se de um gesto pragmático).

• Deixe os olhos semicerrados, mirando a 45 graus. Há quem diga que é melhor fechá-los, pois costumamos empregar 25% da nossa energia psíquica com a visão. Quem defende a primeira postura, afirma que olhos fechados facilitam a visualização e, através dela, a dispersão. Algumas técnicas meditativas, no entanto, estão centradas justamente na visualização.

• Concentre-se na respiração, acompanhando os movimentos do abdomen com uma contagem regressiva de 10 a 1. Recomeçe-a durante todo o tempo da meditação ou quando pensamentos desviarem sua atenção. Outra alternativa é entoar mentalmente um mantra, que pode ser uma única palavra que lhe soa bem. Por exemplo: amor. O resto é deixar fluir.
Na livraria: Emoções que Curam
Daniel Goleman (org.), Rocco, 1999.

Ch’an Tao – Essência da Meditação
Jou Eel Jia, Norvan Martino Leite e Lilian Fumie Takeda, Editora Plexus, 1998.

Na internet:
www.newscientist.com/nsplus/insight/big3/conscious
www.meditationcenter.com
www.palasathena.org.br
quarta-feira, 6 de abril de 2011 0 comentários By: Fredolento

SOMOS AQUILO QUE CONSUMIMOS!


      A linha entre o "ser" e o "ter" ainda será capaz de gerar muitas discussões neste universo onde, no dia-a-dia, as pessoas procuram relacionar-se .
      Aqui eu quero abrir uma nova perspectiva para o "ser" e o "ter" - a idéia de que não devemos "ser para ter" ou "ter para ser", mas sim que devemos analisar mais profundamente aquilo que consumimos.
      Você está achando estranho eu falar sobre ter e ser e depois entrar com o que consumimos, não é?
      Deixe eu explicar o porquê!
      Muitas pessoas me dizem: "eu quero ser antes de ter", - mas ter o quê?
      Outras pessoas dizem: "eu quero ter, depois vou ser", - mas ser o quê?
      Todo ser humano se auto-constrói diariamente!
      Sim, o ser humano se constrói com cada pensamento que emite, com cada ação que pratica e com cada emoção que sente.
      Todas estas coisas nos são impostas pelas circunstâncias da vida ou nós as geramos individualmente, de acordo com o nosso estado de espírito.
      Estamos, assim, exercendo um processo de consumo e utilização daquilo que faz parte de nosso universo.
      Quando damos muita importância para alguma ingratidão, passamos a consumi-la; quando damos muita importância para alguma tristeza, passamos a consumi-la também e o mesmo ocorrerá com todos os fatores que compõem a nossa existência como amor, ódio, certeza, incerteza, gratidão, ingratidão, esperança, desesperança, alegria, tristeza...
      E nossas emoções e sentimentos são como nosso metabolismo: teremos saúde com uma alimentação sadia ou teremos deficiências com uma alimentação incompleta.
      A falta de algum elemento no consumo de certos alimentos normalmente causará danos ao nosso organismo levando-nos, muitas vezes, a ganhar uma nova companheira de viagem: uma doença.
      Nosso alimento é o que refletirá nosso corpo e nossas emoções e sentimentos são o que refletirão nossa alma.
      Esses dois parceiros fazem sombra um ao outro e, quando se separam, podem causar danos às vezes, até, irreparáveis.
      Vamos lá! Observe bem sua vida!
      Analise tudo que anda consumindo neste momento:
      - Você tem mágoas espalhadas pelo seu coração?
      - Você tem alguma tristeza guardada a sete chaves no seu pensamento?
      - Você tem algo que deveria ter perdoado e não perdoou?
      - Você tem alguém que gostaria de rever por aí, mas não procurou?
      Entendeu o que quis dizer com consumo?
      Pois é: tudo aquilo que você consumir através de seu metabolismo e de suas emoções um dia se refletirá, da mesma forma, na sua existência.
      É hora de escolher e vigiar!
      É hora de conscientizar seu íntimo que você é aquilo que consome, tanto no corpo como na alma.
      Dê um basta em tudo que possa poluir sua maneira de ser, seu jeito de felicidade e sua vontade de vencer.
      Se você pretende ser uma pessoa nutritiva, consuma coisas nutritivas.
      Alimente-se de atitudes nutritivas e de pessoas nutritivas.
      Você pode! Você deve! E, principalmente, você merece, tenha absoluta certeza disso!



Cesar Romão
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